Tô bem blogueirinha e fiz um vídeo.
Sobre a "nova" solidão da mulher negra...
Assistam, ou não.
Falei 10min, mas faltou uma coisinha.
Achar é o mais longe que podemos ir nesse universo repleto de segredos, sussurros, incompreensões, traumas, sombras, urgências, saudades, desordens emocionais, sentimentos velados, todas essas abstrações que não podemos tocar, pegar nem compreender com exatidão. Mas nos conforta achar que sabemos. (Martha Medeiros)
Tô bem blogueirinha e fiz um vídeo.
Sobre a "nova" solidão da mulher negra...
Assistam, ou não.
Falei 10min, mas faltou uma coisinha.
No mês de julho tivemos Olimpíadas, e eu amo Olimpíadas. Fui atleta na adolescência e curto muito assistir esportes. E nesse ano ainda juntou minhas férias e um friozinho ao evento. Delícia!!!
Acompanhei alguns jogos de muitas modalidades, e quando assisti o jogo da dupla de vôlei de praia me peguei pensando numa frase que deu uma super vergonha: "ela é bem gordinha né?"
WTF?????
Como assim?????
Sherol do céu, como que tu pensa um treco desse?????
Tanto o pensamento como a autocensura me levaram a refletir sobre como temos arraigadas em nossa mente esses padrões dismórficos e tóxicos de corpo.
Gente, nem vou por foto aqui por que real tenho vergonha desse meu pensamento. Mas a atleta em questão é apenas uma pessoa "fora do padrão".
O teto foi o seguinte:
- Não, ela não é gorda.
- Tá, mas e se for? Qual o problema?
- Gente, o que é ser gordo/a?
- E por que um corpo gordo/baixo/alto/ou qualquer coisa que não me diz respeito não poderia estar nas Olimpíadas???
- Que performance é essa que estabelece um padrão estético ridículo quando o que importa num esporte é o desempenho esportivo????
Sim, pensei em tudo isso e mais um pouco (#overthinker).
E perdi boa parte da partida nessa viagem hahahaha
E não termina aí: lembrei das recentes conversas que tive com o Teodoro sobre ser gordo ou não.
Ele tem 11 anos e está passando por muitas metamorfoses, e uma delas é corporal. E ele engordou bastante nesse isolamento social, que somado a fase adolescer é completamente normal.
O problema é perceber que isso tem incomodado ele. Começou com a recusa em tirar a camiseta no calor escaldante e foi até ele verbalizar que não que queria que a gente chama-se ele de gordinho ou fofo.
Alerta vermelho na cabeça de Mamãe!
Até que ponto eu tenho reforçado esse discurso gordofóbico em casa?
O trabalho tem sido esse. Tenho refletido sobre isso e monitorado fortemente as coisas que eu falo.
Talvez por isso o teto maluco sobre a jogadora de vôlei.
Eu, uma pessoa com corpo bem padrãozinho, já passei por essas paranoias de peso e etc. Mesmo que eu tenha praticamente a mesma compleição física de quando tinha 20 anos estando com 40 e parido uma criança, reconheço que o bombardeio de "barrigas negativas" nas mídias ajuda a turvar a visão sobre si.
E o esforço agora é de usar essa bagagem para que o Téo consiga se ver como alguém lindo e ponto.
A conversa aqui em casa tem sido sempre sobre as maravilhas que o nosso corpo é capaz de fazer. Valorizar as mudanças e metamorfoses como algo sagrado, bonito e essencial.
Não sei se vai funcionar, mas estamos na batalha.
Hoje vi um vídeo da Mara, psicóloga musa influencer, e achei muito adequado trazer pra cá.
No último post relatei a minha jornada pra chegar na terapia, e uma das coisas mais angustiantes do início é saber que dizer na primeira consulta. Eu adiei algumas vezes usando essa desculpa: "Eu nem sei o que dizer pra psicologa!"
Se tu tá nessa mesma angústia, ouça a Mara e bota fé no teu processo!!
Sigam a Mara nas redes sociais (na vida real pfv deixem a pessoa em paz hahahah)
Instagram: @maramaraervilha
Tik Tok: maramarervilha