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domingo, 19 de dezembro de 2021

Devaneios pandêmicos #12

 Tô bem blogueirinha e fiz um vídeo.

Sobre a "nova" solidão da mulher negra...

Assistam, ou não.


Falei 10min, mas faltou uma coisinha.


Até mais pessoal!!



sexta-feira, 23 de julho de 2021

Devaneios pandêmicos #9

 Li esse texto agora no Instagram e preciso gravar ele aqui.



Reposted from @omolojiagbara 

Africanamente reconhecemos que somos a soma de todos os nossos e nossas ancestrais.

Trazermos no corpo as marcas de glória, felicidade e afetos de acolhimento. 

Mas também trazemos as tristezas, a dor do abandono, a tragédia do sequestro de África, as durezas das relações familiares...

Somos a soma, sobretudo, das experiências da nossa ancestralidade familiar que são repassadas de geração a geração na convivência cotidiana. 

E é importante que reconheçamos quais dores se manifestam em nós e que não são nossas diretamente (tão quanto aquilo que nos fortalece). 

Falo das dores, pois comumente são elas que nos paralisam ou nos deixam mais fragilizados. 

Reconheço ser legítimo sentir a dor dos meus e das minhas ancestrais. 

E do mesmo modo eu digo que quero ser o corpo que irá reconhecer essas dores, as feridas e marcas, mas não quero que meu corpo seja depósito, e sim o colo que acolhe e direciona essas e esses ancestrais para a cura. 

Aprendi que meu autocuidado não é “auto”. Muitos ebós, fundamentos, afetos, sessões de terapia, jogos de búzios, tarô, idas ao médico, conversas em grupo... São em paralelo para mim e também para esse povo todo que está em mim. 

Quando Oxum lava primeiro as suas pulseiras ela está lavando as pulseiras da sua ancestralidade, força vigorosa em si. 

Nesse auto/inter-cuidado eu fortaleço a mim e aos meus e minhas ancestrais:

Processo de cuidado profundo, complexo e denso, mas com muito amor, eu cuido de mim/da minha gente... 

👉🏾Texto: Omoloji Àgbára Dúdú- @omolojiagbara

👉🏾 NagôDengo - @nagodengo

domingo, 11 de julho de 2021

Devaneios pandêmicos #8

 Hoje é domingo. 

Eu acordei relativamente cedo, arrumei umas coisas e me pus a trabalhar. 

Perto do meio dia fui fazer um strogonoff pra mim. 

Botei a mesa e me sentei bem plena pra degustar meu rango.

Eu gosto da minha companhia, gosto de mesa posta e comida arrumada, mas me lembrei de como esse singelo momento já foi muito dolorido. E muito mesmo.

Logo depois que me separei o primeiro final de semana sem o Téo em casa foi absolutamente terrível. Eu não sabia nem o que fazer. Chorei muito e também não almocei sozinha, minha irmã me socorreu. 

Depois do primeiro demorou pra ficar menos dolorido. Eu geralmente saía de casa ou passava o final de semana na base do pão. 

Enquanto estive em Canoas era muito terrível por que aquela casa grande virava um deserto. Eu ficava no escritório e no quarto, não sentia vontade de sentar no sofá, ou pegar um sol no pátio e não cozinhava. 

Mas era uma vida dupla: nos finais de semana em que o Téo estava em casa eu fazia almoço e botava a mesa pra nós. 

Eu só não sentia vontade de fazer nada pra mim. 

Isso já faz 5 anos e foi bom eu ter me lembrado.

Preciso dizer a mim mesma com frequência: tudo é  um processo. 

Aos poucos voltei a cuidar de mim.

E olha onde noix chegou! 💖



domingo, 6 de junho de 2021

Devaneios pandêmicos #5

Fazer tatuagem é uma coisa perigosa. 

Tu termina uma já pensando na outra!

Eu tava ensaiando tatuar outro Adinkra desde 2018, no final de 2019 até tinha a grana, mas como tava chegando o verão, a possibilidade de ir pra praia não permitiu.

Em 2020 nem preciso dizer por que não rolou né...

Mas em 2020 outro desenho gritou pra mim. Precisava desenhar mais um agradecimento à Yemanjá na pele.

Eu precisei muito em 2020 e sei que ela tava comigo.


Firmei um compromisso com a energia que me compõe e protege. 

🌊Odoyá🌊

Para o pulso escolhi outro adinkra que representa muito o triênio 2017-2020:

A simbologia de Aya se refere a ideia de superação e perseverança. O símbolo é representado por uma imagem que lembra a samambaia. Por causa de sua condição de resistir a solos secos e falta de água, a planta é conhecida por sua capacidade de adaptação a condições adversas.
E é exatamente a este significado que o Aya está associado: alguém que passou por grandes desafios e venceu cada um deles, alguém que é capaz de florescer nos solos mais áridos. O símbolo também traz em si a ideia de coragem e ousadia, independente das circunstâncias. 





quarta-feira, 2 de junho de 2021

Devaneios pandêmicos #4

Ouço essa música ao menos uma vez por dia há uns 6 meses. 

Por que eu achei que não dava mais pra renascer. 

Mas eu vou. 



quarta-feira, 26 de maio de 2021

Devaneios pandêmicos #3

 Compartilhando uma dica de válvula de escape para esses tempos insanos: podcasts.

Na metade do ano passado comecei a ouvir o Afetos Podcast, que é uma delícia! E fala realmente de afetos, de todos tipos e questões muito bem conduzidas por Gabi Oliveira e Karina Vieira. 


Inclusive escrevo essas dicas aqui inspirada pelo último episódio que ouvi sobre válvulas de escape. O episódio sobre Terapia e Saúde Mental me bateu de um jeito diferente, e quando ouvi O poder da vulnerabilidade confesso que chorei.

Em vários momentos parece que as gurias leem meus pensamentos. É realmente muito bom❤

E foi ouvindo o Afetos que soube da existência do Não inviabilize, e um novo vício me tomou!! Nem sei definir bem, mas o Não Inviabilize tem fofoca com responsabilidade hahahahahah


A Deia recebe histórias reais e transforma em contos curtos e deliciosos de ouvir de todos os tipos: tem história pra rir, pra chorar, pra se indignar e pra se assustar. Eu maratonei o que tinha disponível no Spotify e em fevereiro entrei definitivamente para a comunidade no Apoia-se e tenho pelo menos um Picolé de Limão pra ouvir por semana (e pra alegria da mulher trabalhadora por módicos 8 pilas!!)

APENAS AMO! Recomendo fortemente!

A grande dica é: sobreviva a essa pandemia e a esse governo!!




sábado, 22 de maio de 2021

Devaneios pandêmicos #1

 Estamos em maio de 2021 e vivenciando o 2º ano pandêmico.

Em março de 2020 iniciou-se um processo de isolamento social por conta de uma epidemia de um tipo de coronavírus, o COVID-19. O vírus começou a circular na Ásia em novembro/dezembro de 2019 e se tornou uma pandemia em março de 2020.

Em março as recomendações de quarentena aumentaram e a gente achou que ia durar uns 40 dias mesmo. Já estamos nessa merda há séculos.

Eu passei a trabalhar em casa em 18/03/2020. Teodoro nessa mesma semana também começou as aulas remotas.

Tudo mudou. Rotina alterada. A casa passa ser o único lugar de existir.

E eu passei por vários processos nesse período, mas o mais marcante é a desesperança. É o mais terrível também.

Olhando ao redor só consigo sentir que falhamos como humanidade, sabe? 

Sei lá, quis compartilhar aqui esse devaneio.