Tô bem blogueirinha e fiz um vídeo.
Sobre a "nova" solidão da mulher negra...
Assistam, ou não.
Falei 10min, mas faltou uma coisinha.
Achar é o mais longe que podemos ir nesse universo repleto de segredos, sussurros, incompreensões, traumas, sombras, urgências, saudades, desordens emocionais, sentimentos velados, todas essas abstrações que não podemos tocar, pegar nem compreender com exatidão. Mas nos conforta achar que sabemos. (Martha Medeiros)
Tô bem blogueirinha e fiz um vídeo.
Sobre a "nova" solidão da mulher negra...
Assistam, ou não.
Falei 10min, mas faltou uma coisinha.
Li esse texto agora no Instagram e preciso gravar ele aqui.
Reposted from @omolojiagbara
Africanamente reconhecemos que somos a soma de todos os nossos e nossas ancestrais.
Trazermos no corpo as marcas de glória, felicidade e afetos de acolhimento.
Mas também trazemos as tristezas, a dor do abandono, a tragédia do sequestro de África, as durezas das relações familiares...
Somos a soma, sobretudo, das experiências da nossa ancestralidade familiar que são repassadas de geração a geração na convivência cotidiana.
E é importante que reconheçamos quais dores se manifestam em nós e que não são nossas diretamente (tão quanto aquilo que nos fortalece).
Falo das dores, pois comumente são elas que nos paralisam ou nos deixam mais fragilizados.
Reconheço ser legítimo sentir a dor dos meus e das minhas ancestrais.
E do mesmo modo eu digo que quero ser o corpo que irá reconhecer essas dores, as feridas e marcas, mas não quero que meu corpo seja depósito, e sim o colo que acolhe e direciona essas e esses ancestrais para a cura.
Aprendi que meu autocuidado não é “auto”. Muitos ebós, fundamentos, afetos, sessões de terapia, jogos de búzios, tarô, idas ao médico, conversas em grupo... São em paralelo para mim e também para esse povo todo que está em mim.
Quando Oxum lava primeiro as suas pulseiras ela está lavando as pulseiras da sua ancestralidade, força vigorosa em si.
Nesse auto/inter-cuidado eu fortaleço a mim e aos meus e minhas ancestrais:
Processo de cuidado profundo, complexo e denso, mas com muito amor, eu cuido de mim/da minha gente...
👉🏾Texto: Omoloji Àgbára Dúdú- @omolojiagbara
👉🏾 NagôDengo - @nagodengo
Hoje é domingo.
Eu acordei relativamente cedo, arrumei umas coisas e me pus a trabalhar.
Perto do meio dia fui fazer um strogonoff pra mim.
Botei a mesa e me sentei bem plena pra degustar meu rango.
Eu gosto da minha companhia, gosto de mesa posta e comida arrumada, mas me lembrei de como esse singelo momento já foi muito dolorido. E muito mesmo.
Logo depois que me separei o primeiro final de semana sem o Téo em casa foi absolutamente terrível. Eu não sabia nem o que fazer. Chorei muito e também não almocei sozinha, minha irmã me socorreu.
Depois do primeiro demorou pra ficar menos dolorido. Eu geralmente saía de casa ou passava o final de semana na base do pão.
Enquanto estive em Canoas era muito terrível por que aquela casa grande virava um deserto. Eu ficava no escritório e no quarto, não sentia vontade de sentar no sofá, ou pegar um sol no pátio e não cozinhava.
Mas era uma vida dupla: nos finais de semana em que o Téo estava em casa eu fazia almoço e botava a mesa pra nós.
Eu só não sentia vontade de fazer nada pra mim.
Isso já faz 5 anos e foi bom eu ter me lembrado.
Preciso dizer a mim mesma com frequência: tudo é um processo.
Aos poucos voltei a cuidar de mim.
E olha onde noix chegou! 💖
Fazer tatuagem é uma coisa perigosa.
Tu termina uma já pensando na outra!
Eu tava ensaiando tatuar outro Adinkra desde 2018, no final de 2019 até tinha a grana, mas como tava chegando o verão, a possibilidade de ir pra praia não permitiu.
Em 2020 nem preciso dizer por que não rolou né...
Mas em 2020 outro desenho gritou pra mim. Precisava desenhar mais um agradecimento à Yemanjá na pele.
Eu precisei muito em 2020 e sei que ela tava comigo.
Ouço essa música ao menos uma vez por dia há uns 6 meses.
Por que eu achei que não dava mais pra renascer.
Mas eu vou.
Compartilhando uma dica de válvula de escape para esses tempos insanos: podcasts.
Na metade do ano passado comecei a ouvir o Afetos Podcast, que é uma delícia! E fala realmente de afetos, de todos tipos e questões muito bem conduzidas por Gabi Oliveira e Karina Vieira.
Em vários momentos parece que as gurias leem meus pensamentos. É realmente muito bom❤
E foi ouvindo o Afetos que soube da existência do Não inviabilize, e um novo vício me tomou!! Nem sei definir bem, mas o Não Inviabilize tem fofoca com responsabilidade hahahahahah
APENAS AMO! Recomendo fortemente!
A grande dica é: sobreviva a essa pandemia e a esse governo!!
Estamos em maio de 2021 e vivenciando o 2º ano pandêmico.
Em março de 2020 iniciou-se um processo de isolamento social por conta de uma epidemia de um tipo de coronavírus, o COVID-19. O vírus começou a circular na Ásia em novembro/dezembro de 2019 e se tornou uma pandemia em março de 2020.
Em março as recomendações de quarentena aumentaram e a gente achou que ia durar uns 40 dias mesmo. Já estamos nessa merda há séculos.
Eu passei a trabalhar em casa em 18/03/2020. Teodoro nessa mesma semana também começou as aulas remotas.
Tudo mudou. Rotina alterada. A casa passa ser o único lugar de existir.
E eu passei por vários processos nesse período, mas o mais marcante é a desesperança. É o mais terrível também.
Olhando ao redor só consigo sentir que falhamos como humanidade, sabe?
Sei lá, quis compartilhar aqui esse devaneio.