segunda-feira, 23 de julho de 2012

Uma semana

Uma semana sem a Vó.
Provavelmente daqui uma semana já terei parado de contar, a vida segue, num fluxo maluco. Chega a dar tontura.
Paro de contar, não de lembrar.
Na memória, no coração e no exemplo ela é marca indelével.
Trago comigo a força e a beleza daqueles que me fizeram, ou melhor, daquelAs que me fizeram o que sou.
Por isso elas não morrem.



quarta-feira, 27 de junho de 2012

Como eu me sinto quando...

... apaguei um arquivo importante sem ter o backup atualizado.


Ontem reinstalei o Chrome e meus favoritos foram todos embora, pro mundo dos arquivos sem backup....
#MORTA

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Esportes, no plural!!!!

Escuto a Band News todo dia de manhã, é como me informo. Tem um colunista de esportes que acho ótimo, chama-se Sérgio Xavier e hoje ele resumiu em 2min tudo o que penso sobre a importância dos esportes e das Olimpíadas.

O título da coluna é "O futebol brasileiro não está preparado para a Olimpíada de Londres", mas ele vai mais longe. Inicia a conversa falando da seleção de futebol e avança nas outras modalidades,  e cita um programa que está sendo liderado pela Michelle Obama nos EUA de incentivo a atividade física que achei bárbaro (aliás, já que adoramos tudo "made in USA", porque não copiar isso???)

Antes de ouvir o comentário do Sérgio que vem logo abaixo, se o teu nível de inglês permitir (ou o google traslate ;-) leia um pouco mais sobre o programa "Let's move!", vale a pena! No caso das Olimpíadas o programa está aproveitando os jogos deste ano para incentivar as crianças a praticarem esportes (olha, que coisa "inovadora" Brasil!). A Primeira-Dama "do Mundo" disse somente isso:

"But watching from the couch is only half the fun—First Lady Michelle Obama, who’s leading the Presidential Delegation to this year’s games, is encouraging kids to support Team USA not just by cheering our athletes on, but by getting involved in sports themselves. That’s why she’s partnered with the U.S. Olympic Committee, as well as the national governing bodies of sports like track and field, tennis, swimming, volleyball, gymnastics—even BMX biking—to help connect 1.7 million kids with beginning athletic programming in their communities.  " daqui

Tradução macarrônica:

Mas olhando do sofá é apenas metade da diversão - primeira-dama Michelle Obama, que está liderando a delegação presidencial para jogos deste ano, está incentivando as crianças a apoiar a equipe dos EUA não apenas torcendo por nossos atletas, mas por se envolver em esportes si. É por isso que ela está em parceria com o Comitê Olímpico dos EUA, bem como os organismos nacionais que regem de esportes como atletismo, natação, ténis, voleibol, ginástica, mesmo BMX-bike para ajudar a conectar 1,7 milhões de crianças com início a programação esportiva em suas comunidades.

No site do programa há um link onde qualquer cidadão americano pode consultar a partir do seu CEP o local mais próximo onde seu filho(a) pode praticar alguma modalidade. No Brasil atualmente seria um serviço fácil de oferecer --> coloque seu CEP --> resposta: NENHUM LOCAL ENCONTRADO!

É uma pena essa situação, se com os parcos incentivos temos o melhor vôlei do mundo, ótimos judocas, corredores e etc, imagina se contássemos com apoio???? Seguimos preocupados com as medalhas sem investir na base, glorificamos o futebol sem perceber que esse não é o único esporte, nossas escolas não têm sequer quadras externas... É... o Sérgio Xavier tem absoluta razão...

16/05/2012 - "O futebol brasileiro não está preparado para a Olimpíada de Londres" - Sérgio Xavier na BandNewsFM

Todas as colunas dele estão disponíveis no site da rádio--> aqui

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Nem sempre piora...

Sofro de um mal que acomete muitas pessoas: sempre acho que "antes" era melhor. Talvez essa síndrome do passado perfeito tenha me levado a carreira de historiadora. Talvez.. O certo é que consciente da minha "doença" busco sempre relativizar as coisas. Sempre que penso, mas antes isso era melhor, me pergunto será mesmo??
De tanto fazer isso, tô me curando e ando meio cansada do discurso "no meu tempo era melhor". Acho realmente que muitas coisas mudaram pra melhor, vou dar um exemplo que adoro.

Sempre que passo na frente de uma escola no horário de entrada ou saída dos alunos me chama muito a atenção os adolescentes se cumprimentando com beijinhos no rosto e abraços. Não interessa se são guris e gurias. Sempre tem um grupo em que o guri chega e tasca beijos nas bochechas das colegas gurias sem medo. (e vice e versa também rola)

No meu tempo de colégio isso era algo impensado. Tentei me lembrar de quantos beijos no rosto dei dos meus melhores amigos (guris) nos 7 anos que passamos juntos e só me lembro de um ou outro nos aniversários, e isso já no Segundo Grau (leia-se Ensino médio ;-). Passei uma vida inteira jogando basquete com uma turma de guris e gurias com os quais nunca foi "permitido" um afago e um carinho.

Por quê?

Ora, por que....
Porque.....

Não tem um porquê. São vários porquês. O que me chama atenção é que a minha geração que hoje tá na casa dos 30 e se acha "moderninha" se esqueceu que algumas coisas melhoraram sim.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Canoas é para os "iniciados"


Moro em Canoas há 1 ano e 8 meses. Quem me acompanha um pouco nas redes sociais já tá cansado de me ver reclamando do transporte, pois bem, decidi explicar melhor as razões da minha indignação.

Antes disso devo esclarecer: não acho que a administração do Prefeito Jairo Jorge seja uma bosta completa, não tenho interesse nenhum em especulações político partidárias e coisa do gênero. Aqui escrevo minha opinião sobre um serviço público, que, em minha opinião, repito, pelo preço que custa deveria ser de excelência.

Dito isso vamos aos "fatos".

Em Canoas existe uma empresa que faz o transporte urbano e outra que cuida do transporte metropolitano e integração com o trem, respectivamente Sogal e Vicasa. Quando me mudei a primeira providência que tomei foi me informar sobre os ônibus disponíveis para o meu bairro, como tenho uma cunhada que mora no mesmo bairro primeiro perguntei a ela que me indicou a linha integração, única usada pela família, pois todos estudam e moram perto de casa. Ótimo, mas eu precisava ir até Porto Alegre e sabia que existia uma possibilidade de ônibus, e também outras linhas que levavam ao centro. Segundo passo consulta aos sites das empresas. E aí começa a batalha.

As informações não existem. Ou melhor, não estão disponíveis pra você reles mortal que quer apenas pegar um ônibus. Quer pegar um ônibus? Te esforça ora!

Comecei tentando descobrir pelo empírico: cada vez que cruzava por um ônibus na minha rua anotava o que estava escrito no letreiro e tentava saber de onde vinha e pra onde ia. Na época ainda tínhamos carro, e meu filhote ia com o marido para a escola, então podia me dar ao "luxo" de ir "experimentando" os ônibus.

Mas paciência tem limite.

Consegui descobrir que na minha rua passa um ônibus chamado "Nazário - São João" e passei a usá-lo todo dia no mesmo horário, até porque nunca consegui saber quais eram os outros horários. Perdia aquele e morria na parada. No site da Prefeitura havia uma cartilha em pdf chamada "Parada Fácil" onde essa linha não constava... Mandei e-mail reclamando, e nada. Fiz mais algumas tentativas por telefone, todas tentando uma informação simples: quais os horários da linha "Nazário - São João"? Nada. Então fui pessoalmente (sim, amigos, em pessoa) na Secretaria de Transportes e uma funcionária imprimiu a tabela horária e me deu.

Uma pausa pra revisar esses primeiros pontos: me mudei para a cidade, não consegui informação sobre as linhas que atendiam o meu bairro, quando consegui saber UMA, não consegui saber os horários, para saber tive que ir PESSOALMENTE, em horário quase "bancário" (ou seja, se você trabalha 8h por dia esquece essa possibilidade) para ter acesso a uma mísera tabela horária de ônibus.

Meus problemas acabaram???

Não, estavam só começando... A tabela simplesmente não batia. Moro duas paradas depois do fim da linha, portanto, se na tabela diz que o ônibus deve partir do bairro às 09:00, mesmo considerando um atraso absurdo ele levaria no máximo 10min para passar na frente da minha casa, certo? ERRADO! Se na tabela diz 09:00 tu espera um ônibus passar no horário que der na veneta!

Nessas andanças descobri uma outra linha que me servia - Linha 2. Dessa vez saber os horários não foi tão difícil, tinha no site da Sogal, mas o itinerário só descobri no método empírico.

E aqui mais um dilema canoense:
Pra onde vai o ônibus chamado Interior? Pra Uruguaiana? Não sei até hoje. Cruzo com ele em algumas ruas e desconfio que vá até o bairro Niterói. E o ônibus chamado "Industrial"? É apenas para trabalhadores da indústria? Brincadeiras a parte a questão é: a linha pode se chamar XPTO467 desde que em algum lugar o vivente possa saber por onde essa linha passa!!! Não é "óbvio" como parece!

Por essas e outras é que digo: Canoas é para os iniciados. Se tu não presenciou a inauguração e/ou criação da linha "Interior" não tem como saber por onde ele passa. Simplesmente não é possível.

Tu pode consultar o site da Secretaria de Transporte, mas não havia no site antigo e continua sem no site novo: nada de linhas, de itinerários, nem sequer a indicação para consultas no sites das empresas. Então consulte o site da empresa Sogal, mas alerto: não tem todas as linhas, a minha faltava até o site sair do ar em novembro. (Ah! Sempre pode piorar: o site que já não tinha todas as linhas, e das que tinha não tinha os itinerários, e com a visualização mais confusa da internet, e agora TÁ FORA DO AR! Mandei e-mail em 19/12 e me disseram que estava sendo reformulado e pela demora terá reconhecimento de voz...).

Resultado: somente pelo telefone você consegue as informações. Pelo menos em tese. Eu só liguei uma vez, porque no atendimento ao cidadão, onde a ligação é gratuita, obviamente eles não sabem os horários dos ônibus (itinerários nem se fala) e te encaminham para o telefone da empresa, que só aceita ligações pagas de celulares. Bueno gente, vocês até podem dizer "Tá reclamando de quê então? É só ligar!", mas convenhamos: eu já pago por esse serviço e agora sempre que eu precisar saber um horário de ônibus tenho que gastar de novo? Na vez que liguei levou uns 5min para a criatura do outro lado da linha achar a informação que eu precisava e eu gastei uns R$ 4,00 nessa ligação. E quem não tem crédito no telefone? E não tem telefone?

A internet é a solução? Em partes. Atualmente Zézinho não tem crédito no celular mas tem internet e computador em casa. O que resolveria de vez seria a produção de informativos distribuídos em pontos estratégicos da cidade e disponíveis nas subprefeituras, nas sessões do Prefeitura na Rua e etc. Esse informativos deverão conter informações de horários e itinerários, telefones dos principais serviços da cidade como hospitais, e como chegar lá. Isso sim seria o CORRETO!!

Aqui outro problema desesperador: se quero ir a algum ponto mais específico da cidade como por exemplo o Hospital de Pronto Socorro, como faço?
Só perguntando na rua e torcendo pra pessoa que tu abordar ser uma "iniciada" pois se tu pergunta pra mim te mando ir no centro perguntar!!!
No site da prefeitura o Hospital não está nem sequer entre os "Telefones úteis"!! Eu não faço ideia pra que lado fica e não posso nem telefonar pra lá pra saber!!!

Tenho vontade de conhecer a Prainha do Paquetá. Mas onde fica? Nem na notícia sobre as obras de revitalização se indignaram a dar o serviço: onde fica?, como chegar?, dá pra tomar banho?, tem lancheria?, é pago?. Para todas essas perguntas apenas uma resposta: SE VOCÊ NÃO É UM INICIADO, NÃO VAI SABER!!! Biblioteca, Museu, Casa de Cultura... não, se você não nasceu sabendo onde ficam, vai morrer sem conhecer.

Não vou nem tocar no assunto acessibilidade para pessoas com deficiência (que se resume a elevador), por que aí esse post não acaba mais. Imagina, uma pessoa como eu que não precisa de nenhum equipamento extra para se mover não consegue, imagino o que padece alguém que usa cadeira de rodas ou muleta. E também vou deixar o transporte metropolitano para outro post.

Onde quero chegar com tudo isso? Primeiro quero assegurado o meu direito a informação sobre os serviços públicos. É absurdo que uma administração que se ocupa de um aeroporto (lembre-se nosso prefeito passou semanas no ano passado fazendo campanha por um aeroporto na região metropolitana) e tem até uma Secretaria da COPA,  não consegue fazer o básico com relação ao transporte coletivo dentro do município. Já imaginou turista tentando andar dentro de Canoas??????

Tenho consciência de que antes era pior, já li e ouvi relatos apavorantes sobre os transbordos e a falta de ônibus em Canoas, mas não é por isso que não posso exigir mais. Não é um favor que peço, é meu direito. Quero poder circular pela cidade com rapidez e conforto, e isso não diz respeito apenas a qualidade dos carros. E pagamos caro por isso, não só na tarifa do ônibus, mas no salário do Secretário de Transportes e (I)Mobilidade e todo seu séquito. Sem falar na Secretaria da Copa, Turismo, Desenvolvimento Econômico, Desenvolvimento Urbano, Obras, Planejamento e Gestão, Segurança Pública e Cidadania, Serviços Urbanos e Meio Ambiente.

Na minha opinião transporte coletivo é dever de 98% das Secretarias municipais.

Fica aqui a minha exigência para 2012.

Prezado Prefeito e demais Secretários,

Consultem o site da EPTC, vejam como posso consultar os itinerários e horários do ônibus: simples, um formulário tosco que qualquer estudante de curso técnico de informática pode desenvolver. Posso consultar por linha, por logradouro e saber os horários dos ônibus acessíveis. Não estou falando de algo sofisticado como o POABus, estou sugerindo uma lista simples, que depois poderá ser impressa e distribuída, talvez na primeira edição junto com o Jornal de Canoas. É só querer.




quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Não vou lhe desejar um feliz ano novo..

Recebi por e-mail essa mensagem e achei maravilhosa, é um daqueles textos que a gente lê e pensa: "eu poderia (queria) ter escrito isso". Por isso vou encerrar o ano de 2011 deste humilde blog com ele!

NÃO VOU LHE DESEJAR
UM FELIZ ANO NOVO.
Não vou desejar que nesse ano encontre paz e felicidade permanentes. Não vou desejar que supere todas as suas metas e vença todos os desafios, encontre alegria no amor, fique rico e seja sempre a pessoa mais linda
e simpática do planeta (mas vou desejar saúde. Porque com saúde não se brinca).
Não vou desejar que 2012 seja o melhor ano de todos os anos de sua vida.365 dias é muito pouco para todas as conquistas, todos os desafios e tudo o mais que deseja fazer, ser e ter.
Esse ano, quero desejar outra coisa.Desejo que se lembre de todas as conquistas que teve. Que olhe para trás e veja tudo o que foi aprendido, se lembre de todas as pessoas que apoiaram e quem você foi em todas essas situações.Que determine a vida que quer levar. De repente não é a que está levando agora, a que seus pais querem que leve. Ou seu amor. Ou seus amigos. Ou sua comunidade. Pare e pense na vida que você quer ter.
Escolha as pessoas que lhe acompanharão. Aquelas que agregam, que lhe dão apoio em todos os momentos. Escolha as que quer
ao seu lado e querem estar ao seu lado.Descubra o que lhe dá prazer e trabalhe
para que seja constante em seu dia-a-dia.
Faça o que você ama e ame o que faz.
Reconheça as características pessoais que não gosta e aprenda a mudá-las (ou aceitá-las). Você pode ser uma pessoa melhor todos os dias. Por que quem você quer ser já está dentro de você.Então, procure. Insista e não desista.
Sim, um ano inteiro é muito pouco para tantos desejos.Então, vamos lá. Procure dentro de você a força que precisa.Suspire fundo. Comece. Agora.
Sua vida está esperando.

Feliz vida para você.



Mensagem do site Personare


terça-feira, 1 de novembro de 2011

Eu e a bicicleta

Fiz 31 anos na semana passada, maridão me deu de presente uma bici (bicicleta, traduzindo pra quem não é o RS) e isso me fez voltar no tempo, e não só porque andar de bicicleta tem cheiro de infância, mas me lembrei o quanto esse veículo fez parte da minha vida sempre.

Cresci em Osório, cidade pequena, dizem a "Terra dos Bons Ventos", sim, venta muito por lá. O único meio de transporte possível por lá era a bici. Hoje até se vê mais carros nas ruas e me disseram que até ônibus tem (na minha época era um chamado "Circular" e que fazia isso exatamente...), mas entre as décadas de 1980 e 1990 a bicicleta era o meio de transporte por excelência.

Lembro com nitidez da minha primeira bicicleta, era dourada, devia ser aro 20, eu devia ter uns 7 anos. Era de segunda mão, mas era uma Caloi. Na época tinha aquela propaganda "Não esqueça da minha Caloi" e obviamente essa era "A" bicicleta. Lembro exatamente do dia: era natal, a bici tava em cima do sofá (um sofá preto lindo...) num canto atrás da porta coberta por um pano. Cada vez que revejo essa cena na memória revivo a emoção de ver aquela bici... Não importava que era de segunda mão, que não veio na caixa e tava até meio "ralada". Minha mãe me comprou uma bici! Todinha minha!!!!

Foi com essa bici que uma vez "fugi de casa" pra casa da minha tia Emídia que ficava há duas quadras de casa. Foi com essa bici que meu vô me ensinou pra quê que serviam os pedais e que tinha que passar óleo na correia. Não lembro que fim teve essa bici. Minhas lembranças com ela acabam aqui. Mas são muito boas lembranças.

Lembro também da Caloi 10 que meu pai tinha. Achava linda aquela bicicleta, tinha um pneu fininho e um guidão que parecia um bode. Hoje re-editaram essa bici e custa uns 3 mil!!! (Ô pai, a gente tinha que ter guardado! kkkkk)

Tive outras bicicletas. E também odiei bicicletas por um tempo.

Minha avó materna tinha um cavalão de ferro enorme, uma bici toda feita de pedaços de outras bicis e cheia de borrachas feitas com câmara. Morria de vergonha dela!!!! Ela andava sempre carregando lenha, chás, matos e ervas de toda a espécie e fazia questão e "sem querer" passar na frente da escola e insistir em me dar carona!! Eu muitas vezes andei empoleirada num toco de árvore ou submersa em mato em cima daquela bicicleta. Por ironia a Vó tava empurrando a bici quando foi atropelada (ou tava a pé? Acho que apaguei essas coisas doídas da memória). Hoje sinto saudade.

Na adolescência preferia caminhar mais de 2km até a escola, mas não ia de bicicleta. Sei lá porque, desconfio que eu tinha vergonha. Bobagens de adolescente que com o tempo passa....

Bobagens a parte era também difícil andar de bici em Osório, já disse pra vocês que é a Terra dos Bons Ventos eu só não disse que esses ventos são bons e velozes!!! Nos dias que tinha que ir contra o vento na Costa Gama era de matar!!!

Foi num baita tombo de bici, descendo o Morro da Borússia que experimentei a solidariedade dos bons amigos. Lembro até hoje do Atílio me carregando toda ralada e doída de volta pra casa e do Cabrito (não sei o nome dele!) carregando minha bici toda arrebentada e depois "endireitando" ela pra mim.

Quando me mudei pra Porto Alegre logo nas primeiras semanas senti falta da bici. Cada vez que pegava um ônibus e descia umas duas ou três paradas depois eu pensava "Putz, de bici ia ser num instantinho!". Cheguei a comprar uma bici, uma Caloi Terra (olha a Caloi de novo...), mas não rendeu muito. Morava no alto da Oscar Pereira, quem conhece POA sabe que é a lomba mais íngreme da cidade!!!! Cheguei a ir pedalando até o Campus do Vale algumas vezes, mas a volta era sempre uma tortura...

Um dia me apertei de grana (um dia? que ironia...) e vendi a bici. Chegou a dar dó.

Mas agora tô feliz de novo!!! No dia do meu aniver peguei a bici e dei meu primeiro passeio com o Téo! Foi ótimo! Olha aê minha magrela:



Sim, é uma Caloi ;-)

O Téo adorou o passeio, até chorou pra descer! Hoje chegou o capacete dele e vamos voar as tranças por aí!!!!

De quebra ainda descobri um bicicletário bem bacana em Canoas, no Conjunto Comercial (com segurança e tudo!) que até cadastrei no Vá de Bici! que tem um Mapa dos Bicicletários de Porto Alegre e região.

Hoje andar de bicicleta tá na moda, é ecológico, é sustentável. Gosto dessa ideia também. Mas devo confessar que andar de bici tem um gostinho de infância, de um "tempo bom que não volta nunca mais"....




domingo, 25 de setembro de 2011

Crise dos Sete anos

Tem gente que jura que ela existe, que nenhum relacionamento resiste.

Bom, hoje eu e meu amado Cristiano estamos completando 7 anos e 6 meses.

E a crise?

Não sei onde ela se escondeu, só sei que continuamos firmes e fortes. Não sem atritos, porque seria muito chato. Mas seguimos firmes na certeza de que somos a melhor opção um para o outro.

Posso dizer por mim. Tenho certeza absoluta de que encontrei a parte da minha alma que faltava.

Sem ilusões, não é fácil manter um relacionamento, pra isso é necessário muito amor, mas também dedicação. Eu não tenho vergonha nenhuma de dizer que me dedico para que o nosso relacionamento dê certo. Digo isso porque cada vez mais ouço pessoas (principalmente mulheres) que têm prazer de reclamar de seus parceiros como se fosse verdadeiros "carmas", e sempre que ouço me coço de vontade de perguntar: "E ele(a) sabe de tudo isso?" Reclamar é muito fácil, difícil mesmo é procurar melhorar, encarar medos e falhas, ouvir que tu também não é "perfeito" pra outra pessoa e ainda assim avaliar que o amor é maior e decidir seguir.

Sei que o Cristiano me completa de diversas maneiras, mas o que mais admiro no nosso relacionamento é a nossa capacidade de nos mantermos um ao lado do outro com prazer, sem traumas, sem rancores e coisas não-ditas. Ele é meu amigo, amante e confidente.

Pra variar me lembrei de uma música (já tinha feito isso aqui), dessa vez nacional, é do Lulu Santos, por que, de fato, nós somos um mistério para o "futuro" ;-)


Letra aqui


TE AMO CRISTIANO, HOJE E PARA SEMPRE!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Paixão musical da vez: ADELE!!!

Estou há mais ou menos um mês ouvindo sem parar o disco intitulado "21" da Adele.
Tudo começou quando ouvi Rolling in the deep na rádio. Não sou uma "conhecedora" de música e não tenho vergonha nenhuma em dizer que Adele era uma ilustre desconhecida para mim. Mas quando ouvi essa música corri na playlist da Itapema (adoro rádios que disponibilizam playlist!) e catei o nome. Paixão imediata, arrebatadora!!!

Depois de ouvir Rolling... até cansar, meu amigo querido Éverton me apresentou Don't you remember. Música melancólica, doída, e ótima!!! Aliás, todo o cd da Adele é melancólico, mas é uma melancolia bonita, suave....

Pronto! Feita a tragédia: baixei todas as músicas do disco 21 e ouço sem parar!!!

Depois de ouvir um zilhão de vezes minha paixão é Set fire to the rain, ouve e me diz se não é demais



Adele, agora não mais uma ilustre desconhecida pra mim!!!!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Porque eu amo Basquete.

Não sei se comentei aqui, mas enfim. Pra quem não sabe sou apaixonada por basquete. Jogo desde os 12 anos e só pretendo parar no caixão. Atualmente a frequência não é a desejada, mas sigo amando esse esporte.

Pouco depois da Seleção Brasileira Masculina garantir vaga nas Olimpíadas, depois de 16 anos de jejum, eu vi uma reportagem que me deu vontade de escrever aqui: porque será que gosto tanto de basquete?

Na real, poderia estar falando aqui da magia do esporte, de forma geral, mas depois dessa reportagem, tenho que puxar o assado pro meu lado....

A manchete é: "Jovem carente dá a volta por cima no basquete com 'adoção' de professoras"
Destaquei dois trechos do texto, mas o vídeo é emocionante e recomendo!

"João Vitor, 12 anos, poderia ter sido mais uma criança sem futuro se não fosse o trabalho de duas ex-jogadoras de basquete. Há três anos incluído em um projeto social, que o tirou do Morro de São Carlos, no Rio de Janeiro, o jovem passou a morar na casa de Ana e Márcia, veteranas no esporte, e tem sido destaque nos torneios que participou, como o Estadual Carioca, em que defendeu o time sub-13 do Tijuca Tênis Clube"
"O projeto de vida dele é a mudança de vida, basquete, mas mudança de vida em primeiro lugar, mudança de atitude, saber que ele pode, pode crescer, ser melhor a cada dia – explica Márcia sobre a volta por cima do menino."

Ver essa reportagem me fez voltar no tempo e lembrar da minha infância e adolescência dedicada a um esporte, ao basquete. Não fui para a WNBA e nunca fui jogadora profissional. E esse definitivamente não é o maior resultado que o envolvimento no esporte me trouxe.

Na cidade onde "me criei" (Osório) as opções para os jovens eram escassas, já na década de 90. Participar de uma equipe de basquete, ter horários de treino e campeonatos no final de semana de saída já diminuíram as minhas possibilidades de estar "vagabundeando". Não tive uma infância abaixo da linha da pobreza, mas ainda assim as possibilidades "do mau" também estavam ali, me olhando, notadamente drogas e álcool. Aos 14 anos tudo que se quer é "aproveitar", e eu mesmo fazendo parte de um projeto esportivo tive meus porres e loucuras, imagina se não estivesse??? Talvez estivesse entregue ao mundo das drogas, vai saber??

Lembro até hoje da minha primeira participação num campeonato, foi em 1993, o jogo era em Porto Alegre, uns 96km de Osório, ida de manhã e retorno a tarde, o que não impediu que eu levasse uma mochila imensa e um estoque de comida suficiente para uma guerra nuclear! Lembro até hoje da emoção de entrar no ônibus e ir sozinha (leia-se sem minha mãe) pra algum lugar! Nunca vou esquecer do lugar (hoje sei que o Centro Vida na Baltazar) e dos jogos, foi tudo mágico! Aos 12 anos eu tinha que ter responsabilidade suficiente para não perder o ônibus, cuidar da minha própria mochila, me manter atenta ao grupo, e, principalmente obedecer os adultos (técnico e assistentes) presentes. Coisas muito simples, banais até, mas que fazem toda a diferença no futuro.

Passei a adolescência numa paixão doida pelo basquete! Tinha até um caderno onde anotava as jogadas, não faltava treino por nada, e quando minha mãe tentou me castigar proibindo de ir fiz greve de fome!!!!!!

O que eu quero dizer com tudo isso é que os esportes, notadamente os coletivos como o basquete, tem um benefício que é pra toda a vida. No meu caso (e no caso do João Vitor aí da reportagem) me permitiu passar por uma fase da vida onde as possibilidades de tu te desviar do caminho são muitas, coloridas, maravilhosas e atraentes, sem perder o foco. De aprender a conviver com pessoas diferentes e respeitá-las, e, principalmente, respeitar e admirar os mais velhos, como aqueles que sabem mais que nós pelo simples fato de terem vivido mais. Algo que hoje em dia se resume a "minha vó não sabe mexer no celular, logo não sabe nada".

Sem dúvida, o maiores benefícios que tive foi aprender a trabalhar em equipe, aprender a perder, a ser solidária, respeitar as regras, respeitar as pessoas, saber que sou capaz e, principalmente, a respeitar e amar o meu corpo (a ponto de não intoxicá-lo).

Acho que tudo isso ainda alimenta minha paixão pelo esporte. A adrenalina de jogar, de competir, correr, voltar a infância... Quem já participou de algum jogo sabe bem do que estou falando!

Em homenagem a esse momento catei uma foto de um álbum. Não fui atleta profissional, mas participei de dois campeonatos brasileiros representando o RS (#orgulho), a foto abaixo é da edição de 1996, realizado em Curitiba. Perdi o contato com muitas das gurias que dividiram essa fase maravilhosa comigo, algumas seguiram carreiras esportivas, como professoras, técnicas e etc, e outras, como eu, trilharam outros caminhos. Mas tenho certeza que levamos para nossas vidas uma boa lembrança e muitas virtudes cultivadas nessa fase.


Da esquerda para direita
De pé: Celso Gomes (técnico), Camilinha, Kissa, Karen, Rochele, Ana Carolina, Kely, Álida (carinhosamente chamada de Tia Álida até hj, assistente)
Abaixadas: Ednara, Débora, Danúbia, Cláudia, EU, Ana Clara.

Saudades de TODAS!!! <3