Achar é o mais longe que podemos ir nesse universo repleto de segredos, sussurros, incompreensões, traumas, sombras, urgências, saudades, desordens emocionais, sentimentos velados, todas essas abstrações que não podemos tocar, pegar nem compreender com exatidão. Mas nos conforta achar que sabemos.
(Martha Medeiros)
Recebi por e-mail essa mensagem e achei maravilhosa, é um daqueles textos que a gente lê e pensa: "eu poderia (queria) ter escrito isso". Por isso vou encerrar o ano de 2011 deste humilde blog com ele!
NÃO VOU LHE DESEJAR UM FELIZ ANO NOVO.
Não vou desejar que nesse ano encontre paz e felicidade permanentes. Não vou desejar que supere todas as suas metas e vença todos os desafios, encontre alegria no amor, fique rico e seja sempre a pessoa mais linda e simpática do planeta (mas vou desejar saúde. Porque com saúde não se brinca).
Não vou desejar que 2012 seja o melhor ano de todos os anos de sua vida.365 dias é muito pouco para todas as conquistas, todos os desafios e tudo o mais que deseja fazer, ser e ter.
Esse ano, quero desejar outra coisa.Desejo que se lembre de todas as conquistas que teve. Que olhe para trás e veja tudo o que foi aprendido, se lembre de todas as pessoas que apoiaram e quem você foi em todas essas situações.Que determine a vida que quer levar. De repente não é a que está levando agora, a que seus pais querem que leve. Ou seu amor. Ou seus amigos. Ou sua comunidade. Pare e pense na vida que você quer ter.
Escolha as pessoas que lhe acompanharão. Aquelas que agregam, que lhe dão apoio em todos os momentos. Escolha as que quer ao seu lado e querem estar ao seu lado.Descubra o que lhe dá prazer e trabalhe para que seja constante em seu dia-a-dia. Faça o que você ama e ame o que faz.
Reconheça as características pessoais que não gosta e aprenda a mudá-las (ou aceitá-las). Você pode ser uma pessoa melhor todos os dias. Por que quem você quer ser já está dentro de você.Então, procure. Insista e não desista.
Sim, um ano inteiro é muito pouco para tantos desejos.Então, vamos lá. Procure dentro de você a força que precisa.Suspire fundo. Comece. Agora.
Sua vida está esperando.
Fiz 31 anos na semana passada, maridão me deu de presente uma bici (bicicleta, traduzindo pra quem não é o RS) e isso me fez voltar no tempo, e não só porque andar de bicicleta tem cheiro de infância, mas me lembrei o quanto esse veículo fez parte da minha vida sempre.
Cresci em Osório, cidade pequena, dizem a "Terra dos Bons Ventos", sim, venta muito por lá. O único meio de transporte possível por lá era a bici. Hoje até se vê mais carros nas ruas e me disseram que até ônibus tem (na minha época era um chamado "Circular" e que fazia isso exatamente...), mas entre as décadas de 1980 e 1990 a bicicleta era o meio de transporte por excelência.
Lembro com nitidez da minha primeira bicicleta, era dourada, devia ser aro 20, eu devia ter uns 7 anos. Era de segunda mão, mas era uma Caloi. Na época tinha aquela propaganda "Não esqueça da minha Caloi" e obviamente essa era "A" bicicleta. Lembro exatamente do dia: era natal, a bici tava em cima do sofá (um sofá preto lindo...) num canto atrás da porta coberta por um pano. Cada vez que revejo essa cena na memória revivo a emoção de ver aquela bici... Não importava que era de segunda mão, que não veio na caixa e tava até meio "ralada". Minha mãe me comprou uma bici! Todinha minha!!!!
Foi com essa bici que uma vez "fugi de casa" pra casa da minha tia Emídia que ficava há duas quadras de casa. Foi com essa bici que meu vô me ensinou pra quê que serviam os pedais e que tinha que passar óleo na correia. Não lembro que fim teve essa bici. Minhas lembranças com ela acabam aqui. Mas são muito boas lembranças.
Lembro também da Caloi 10 que meu pai tinha. Achava linda aquela bicicleta, tinha um pneu fininho e um guidão que parecia um bode. Hoje re-editaram essa bici e custa uns 3 mil!!! (Ô pai, a gente tinha que ter guardado! kkkkk)
Tive outras bicicletas. E também odiei bicicletas por um tempo.
Minha avó materna tinha um cavalão de ferro enorme, uma bici toda feita de pedaços de outras bicis e cheia de borrachas feitas com câmara. Morria de vergonha dela!!!! Ela andava sempre carregando lenha, chás, matos e ervas de toda a espécie e fazia questão e "sem querer" passar na frente da escola e insistir em me dar carona!! Eu muitas vezes andei empoleirada num toco de árvore ou submersa em mato em cima daquela bicicleta. Por ironia a Vó tava empurrando a bici quando foi atropelada (ou tava a pé? Acho que apaguei essas coisas doídas da memória). Hoje sinto saudade.
Na adolescência preferia caminhar mais de 2km até a escola, mas não ia de bicicleta. Sei lá porque, desconfio que eu tinha vergonha. Bobagens de adolescente que com o tempo passa....
Bobagens a parte era também difícil andar de bici em Osório, já disse pra vocês que é a Terra dos Bons Ventos eu só não disse que esses ventos são bons e velozes!!! Nos dias que tinha que ir contra o vento na Costa Gama era de matar!!!
Foi num baita tombo de bici, descendo o Morro da Borússia que experimentei a solidariedade dos bons amigos. Lembro até hoje do Atílio me carregando toda ralada e doída de volta pra casa e do Cabrito (não sei o nome dele!) carregando minha bici toda arrebentada e depois "endireitando" ela pra mim.
Quando me mudei pra Porto Alegre logo nas primeiras semanas senti falta da bici. Cada vez que pegava um ônibus e descia umas duas ou três paradas depois eu pensava "Putz, de bici ia ser num instantinho!". Cheguei a comprar uma bici, uma Caloi Terra (olha a Caloi de novo...), mas não rendeu muito. Morava no alto da Oscar Pereira, quem conhece POA sabe que é a lomba mais íngreme da cidade!!!! Cheguei a ir pedalando até o Campus do Vale algumas vezes, mas a volta era sempre uma tortura...
Um dia me apertei de grana (um dia? que ironia...) e vendi a bici. Chegou a dar dó.
Mas agora tô feliz de novo!!! No dia do meu aniver peguei a bici e dei meu primeiro passeio com o Téo! Foi ótimo! Olha aê minha magrela:
Sim, é uma Caloi ;-)
O Téo adorou o passeio, até chorou pra descer! Hoje chegou o capacete dele e vamos voar as tranças por aí!!!!
De quebra ainda descobri um bicicletário bem bacana em Canoas, no Conjunto Comercial (com segurança e tudo!) que até cadastrei no Vá de Bici! que tem um Mapa dos Bicicletários de Porto Alegre e região.
Hoje andar de bicicleta tá na moda, é ecológico, é sustentável. Gosto dessa ideia também. Mas devo confessar que andar de bici tem um gostinho de infância, de um "tempo bom que não volta nunca mais"....
Tem gente que jura que ela existe, que nenhum relacionamento resiste.
Bom, hoje eu e meu amado Cristiano estamos completando 7 anos e 6 meses.
E a crise?
Não sei onde ela se escondeu, só sei que continuamos firmes e fortes. Não sem atritos, porque seria muito chato. Mas seguimos firmes na certeza de que somos a melhor opção um para o outro.
Posso dizer por mim. Tenho certeza absoluta de que encontrei a parte da minha alma que faltava.
Sem ilusões, não é fácil manter um relacionamento, pra isso é necessário muito amor, mas também dedicação. Eu não tenho vergonha nenhuma de dizer que me dedico para que o nosso relacionamento dê certo. Digo isso porque cada vez mais ouço pessoas (principalmente mulheres) que têm prazer de reclamar de seus parceiros como se fosse verdadeiros "carmas", e sempre que ouço me coço de vontade de perguntar: "E ele(a) sabe de tudo isso?" Reclamar é muito fácil, difícil mesmo é procurar melhorar, encarar medos e falhas, ouvir que tu também não é "perfeito" pra outra pessoa e ainda assim avaliar que o amor é maior e decidir seguir.
Sei que o Cristiano me completa de diversas maneiras, mas o que mais admiro no nosso relacionamento é a nossa capacidade de nos mantermos um ao lado do outro com prazer, sem traumas, sem rancores e coisas não-ditas. Ele é meu amigo, amante e confidente.
Pra variar me lembrei de uma música (já tinha feito isso aqui), dessa vez nacional, é do Lulu Santos, por que, de fato, nós somos um mistério para o "futuro" ;-)
Estou há mais ou menos um mês ouvindo sem parar o disco intitulado "21" da Adele.
Tudo começou quando ouvi Rolling in the deep na rádio. Não sou uma "conhecedora" de música e não tenho vergonha nenhuma em dizer que Adele era uma ilustre desconhecida para mim. Mas quando ouvi essa música corri na playlist da Itapema (adoro rádios que disponibilizam playlist!) e catei o nome. Paixão imediata, arrebatadora!!!
Depois de ouvir Rolling... até cansar, meu amigo querido Éverton me apresentou Don't you remember. Música melancólica, doída, e ótima!!! Aliás, todo o cd da Adele é melancólico, mas é uma melancolia bonita, suave....
Pronto! Feita a tragédia: baixei todas as músicas do disco 21 e ouço sem parar!!!
Depois de ouvir um zilhão de vezes minha paixão é Set fire to the rain, ouve e me diz se não é demais
Adele, agora não mais uma ilustre desconhecida pra mim!!!!
Não sei se comentei aqui, mas enfim. Pra quem não sabe sou apaixonada por basquete. Jogo desde os 12 anos e só pretendo parar no caixão. Atualmente a frequência não é a desejada, mas sigo amando esse esporte.
Pouco depois da Seleção Brasileira Masculina garantir vaga nas Olimpíadas, depois de 16 anos de jejum, eu vi uma reportagem que me deu vontade de escrever aqui: porque será que gosto tanto de basquete?
Na real, poderia estar falando aqui da magia do esporte, de forma geral, mas depois dessa reportagem, tenho que puxar o assado pro meu lado....
A manchete é: "Jovem carente dá a volta por cima no basquete com 'adoção' de professoras"
Destaquei dois trechos do texto, mas o vídeo é emocionante e recomendo! "João Vitor, 12 anos, poderia ter sido mais uma criança sem futuro se não fosse o trabalho de duas ex-jogadoras de basquete. Há três anos incluído em um projeto social, que o tirou do Morro de São Carlos, no Rio de Janeiro, o jovem passou a morar na casa de Ana e Márcia, veteranas no esporte, e tem sido destaque nos torneios que participou, como o Estadual Carioca, em que defendeu o time sub-13 do Tijuca Tênis Clube" "O projeto de vida dele é a mudança de vida, basquete, mas mudança de vida em primeiro lugar, mudança de atitude, saber que ele pode, pode crescer, ser melhor a cada dia – explica Márcia sobre a volta por cima do menino."
Ver essa reportagem me fez voltar no tempo e lembrar da minha infância e adolescência dedicada a um esporte, ao basquete. Não fui para a WNBA e nunca fui jogadora profissional. E esse definitivamente não é o maior resultado que o envolvimento no esporte me trouxe.
Na cidade onde "me criei" (Osório) as opções para os jovens eram escassas, já na década de 90. Participar de uma equipe de basquete, ter horários de treino e campeonatos no final de semana de saída já diminuíram as minhas possibilidades de estar "vagabundeando". Não tive uma infância abaixo da linha da pobreza, mas ainda assim as possibilidades "do mau" também estavam ali, me olhando, notadamente drogas e álcool. Aos 14 anos tudo que se quer é "aproveitar", e eu mesmo fazendo parte de um projeto esportivo tive meus porres e loucuras, imagina se não estivesse??? Talvez estivesse entregue ao mundo das drogas, vai saber??
Lembro até hoje da minha primeira participação num campeonato, foi em 1993, o jogo era em Porto Alegre, uns 96km de Osório, ida de manhã e retorno a tarde, o que não impediu que eu levasse uma mochila imensa e um estoque de comida suficiente para uma guerra nuclear! Lembro até hoje da emoção de entrar no ônibus e ir sozinha (leia-se sem minha mãe) pra algum lugar! Nunca vou esquecer do lugar (hoje sei que o Centro Vida na Baltazar) e dos jogos, foi tudo mágico! Aos 12 anos eu tinha que ter responsabilidade suficiente para não perder o ônibus, cuidar da minha própria mochila, me manter atenta ao grupo, e, principalmente obedecer os adultos (técnico e assistentes) presentes. Coisas muito simples, banais até, mas que fazem toda a diferença no futuro.
Passei a adolescência numa paixão doida pelo basquete! Tinha até um caderno onde anotava as jogadas, não faltava treino por nada, e quando minha mãe tentou me castigar proibindo de ir fiz greve de fome!!!!!!
O que eu quero dizer com tudo isso é que os esportes, notadamente os coletivos como o basquete, tem um benefício que é pra toda a vida. No meu caso (e no caso do João Vitor aí da reportagem) me permitiu passar por uma fase da vida onde as possibilidades de tu te desviar do caminho são muitas, coloridas, maravilhosas e atraentes, sem perder o foco. De aprender a conviver com pessoas diferentes e respeitá-las, e, principalmente, respeitar e admirar os mais velhos, como aqueles que sabem mais que nós pelo simples fato de terem vivido mais. Algo que hoje em dia se resume a "minha vó não sabe mexer no celular, logo não sabe nada".
Sem dúvida, o maiores benefícios que tive foi aprender a trabalhar em equipe, aprender a perder, a ser solidária, respeitar as regras, respeitar as pessoas, saber que sou capaz e, principalmente, a respeitar e amar o meu corpo (a ponto de não intoxicá-lo).
Acho que tudo isso ainda alimenta minha paixão pelo esporte. A adrenalina de jogar, de competir, correr, voltar a infância... Quem já participou de algum jogo sabe bem do que estou falando!
Em homenagem a esse momento catei uma foto de um álbum. Não fui atleta profissional, mas participei de dois campeonatos brasileiros representando o RS (#orgulho), a foto abaixo é da edição de 1996, realizado em Curitiba. Perdi o contato com muitas das gurias que dividiram essa fase maravilhosa comigo, algumas seguiram carreiras esportivas, como professoras, técnicas e etc, e outras, como eu, trilharam outros caminhos. Mas tenho certeza que levamos para nossas vidas uma boa lembrança e muitas virtudes cultivadas nessa fase.
Da esquerda para direita
De pé: Celso Gomes (técnico), Camilinha, Kissa, Karen, Rochele, Ana Carolina, Kely, Álida (carinhosamente chamada de Tia Álida até hj, assistente)
Abaixadas: Ednara, Débora, Danúbia, Cláudia, EU, Ana Clara.
Desde 2009 o dia 19 de agosto é dedicado ao Historiador. É um dia a se comemorar, mas também para mobilizar: apesar do reconhecimento ainda não temos uma profissão regulamentada.
Eu entrei para o curso de História para ser professora de História. É isso que mais me fascina. Fiz pesquisa e gosto também, mas quero mesmo é dar aulas. Nesse campo estamos razoavelmente instalados, apesar de ainda convivermos com formados em geografia dando aulas de História e graduados em História dando aula de filosofia, sociologia, geografia e etc...
Durante anos o debate sobre a regulamentação foi negligenciado. Eu acredito que por falta de mobilização da própria categoria. Liderados por Doutores confortavelmente alojados em suas cátedras universitárias os historiadores não viam necessidade em ser "profissão". Fazer História era paixão, "militância".
Mas não tem lugar pra todo mundo na academia. Isso é fato.
Atualmente temos dois projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional (um no Senado e outro na Câmara) que pretendem deixar mais claro a todos que os historiadores também são fundamentais nas instituições de memória, de salva-guarda do patrimônio:
Art. 4º São atribuições dos historiadores:
I – magistério da disciplina de História nos estabelecimentos de ensino fundamental, médio e superior;
II – organização de informações para publicações, exposições e eventos em empresas, museus, editoras, produtoras de vídeo e de CD-ROM, ou emissoras de televisão, sobre temas de História;
III – planejamento, organização, implantação e direção de serviços de pesquisa histórica;
IV – assessoramento, organização, implantação e direção de serviços de documentação e informação histórica;
V – assessoramento voltado à avaliação e seleção de documentos, para fins de preservação;
VI – elaboração de pareceres, relatórios, planos, projetos, laudos e trabalhos sobre temas históricos.
(projeto na íntegra aqui)
Outro fato: não só faltam lugares na academia como cresce a demanda fora dela. Principalmente na área da Cultura, especificamente na área de Patrimônio. Arquivistas, bibliotecários, museólogos, turismólogos já entenderam o recado e providenciaram suas vagas: atualmente não se pode ter um museu ou memorial sem um arquivista e um museólogo. A presença de um Historiador, o que na minha opinião é mais do que obrigatória no caso dos museus históricos, é "perfumaria", afinal, não existimos enquanto categoria profissional.
E aí?
O que faremos?
Continuaremos a reclamar que não somos consultados e deixar que museus históricos continuem divulgando o que bem entendem sem um mínimo de reflexão?Claro que é mais fácil reclamar....
Acho que caminhamos bastante, a ANPUH (graças ao Prof. Durval Muniz) finalmente entrou na discussão, e isso é extremamente salutar. O projeto de autoria do Senador Paulo Paim no Senado aparentemente caminha a passos largos, passamos já pelas comissão mais complicadas, Constituição e Justiça, e Trabalho.
Eu sou defensora ardorosa da regulamentação. Eu fiz um curso superior, mestrado e sou uma profissional. Amo o que eu faço, tenho paixão pelo ofício, mas também tenho um estômago. Estudei muito pra estar onde estou e quero ser reconhecida por isso.
Não acho que a regulamentação vai resolver todos os nossos problemas, mas acho que é parte da solução. Temos pela frente o desafio de pensar como será a atuação do Historiador frente a crescente "patrimonialização", teremos o poder de legitimar ou não determinados discursos, mas isso é pra depois....
Por hora vamos nos mobilizar e aprovar o projeto!
O último movimento foi quarta, o projeto chegou a Comissão de Assuntos Sociais e foi designado relator o Senador Cristovam Buarque, o que é positivo pois na outra vez que a matéria esteve nessa mesma comissão ele escreveu no relatório:
"Estamos convencidos de que, com essa regulamentação, além de se tornarem os cursos de História mais atraentes, uma vez que irá facilitar o acesso dos formandos ao mercado de trabalho, abrir-se-ão novos espaços ao historiador, que poderá colaborar de maneira mais efetiva na defesa do interesse coletivo, ao contribuir para a preservação de nosso patrimônio artístico e cultural.
A par desses aspectos, enfatize-se que, com a presente regulamentação, cria-se, finalmente, uma identidade legal do profissional da História. E, como bem asseverou o autor da proposta, num mundo onde a qualidade e a excelência de bens e serviços vêm se sofisticando sempre mais, dão-se condições ao historiador para que possa exercer sua profissão com amplitude de direitos, não permitindo a atividade a terceiros não qualificados tecnicamente ou sem formação adequada para o seu exercício."
Eu tô com ele! Se tu tem twitter mande uma mensagem para ele solicitando aprovação @Sen_Cristovam , no site dele (aqui) tem mais outras formas de contato!
Hoje, como faço sempre que almoço na minha sala, dediquei parte do meu horário de intervalo para ler meu blogs prediletos e etc., e fui presenteada pelo post maravilhoso da Kalu no Blog Mamíferas intitulado Menina Interior, nele ela compartilha conosco um vídeo com uma palestra com Eve Ensler, que até então não sabia nem quem era, e agora está no meu rol "pessoas que amo sem conhecer" ;-).
O texto da Kalu é algo maravilhoso, sensível e gostoso de ler, e a palestra me encheu os olhos de lágrimas...
Eve tocou num ponto que pra mim é fundamental "há tanto poder em ser uma menina que precisamos treinar as pessoas a não serem meninas".
Mulheres, o mundo precisa que nos libertemos. E agora tenho um dado estatístico para fundamentar o que eu já achava só de "coração": "se uma entre cada oito pessoas no planeta é uma menina com idade entre 10 e 24 anos, elas então são a chave, não só no mundo em desenvolvimento, como no mundo todo, para o futuro da humanidade."
Tive que dar uma catada, mas achei legendado e quero compartilhar com vocês.
Ela finaliza com um texto do seu livro que não resisti e tive que transcrever, e agora vou levar como um mantra "Sou uma criatura emocional"
Sou uma criatura emocional
Adoro ser uma menina
Eu sinto o que você está sentindo enquanto você sente o sentimento anterior.
Sou uma criatura emocional
Para mim nada vem em forma de teorias intelectuais ou ideias pré-concebidas.
Tudo pulsa através de meus órgãos e pernas e queimas minhas orelhas.
Eu sei quando sua namorada esta irritada, mesmo quando ela faz tudo do jeito que você quer.
Sei quando uma tempestade se aproxima.
Posso sentir as vibrações no ar.
Sei quando ele não vai ligar. É uma sensação que tenho.
Sou uma criatura emocional.
Adoro levar tudo muito a sério.
Tudo é muito intenso para mim, minha maneira de andar, o jeito que minha mãe me acorda, a dor insuportável da perda, a maneira como encaro más notícias.
Sou uma criatura emocional.
Estou conectada a tudo e a todos. Nasci assim.
Não diga que isso é negativo, que é coisa de adolescente, que é coisa de menina.
Esses sentimentos fazem de mim uma pessoa melhor.
Uma pessoa presente, uma pessoa preparada, uma pessoa forte.
Sou uma criatura emocional.
É um jeito especial de saber das coisas, que as mulheres mais velhas parecem ter esquecido.
Eu fico feliz de ainda ter isso em mim.
Eu sei quando o côco está para cair.
Sei quando a Terra chega a seu limite.
Sei que meu pai não vai voltar, e que ninguém está preparado para enfrentar o fogo.
Sei que batons são mais importantes que parecem, que meninos são muito inseguros, que terroristas são formados, não nascem terroristas.
Sei que um beijo pode destruir toda a minha capacidade de decisão.
E sabe do que mais? Ás vezes é o certo.
Nada disso é extremado.
É coisa de menina, o que todos seríamos se deixássemos as portas abertas.
Não me diga para não chorar, para me acalmar, para não ser tão exagerada, para ser razoável.
Eu sou uma criatura emocional.
Foi assim que a Terra foi criada, que o vento continua a polinizar.
Não há como dizer para o Oceano Atlântico para se comportar.
Sou uma criatura emocional
Por que você deveria me magoar e me derrotar?
Eu sou a sua memória
Posso levá-lo lá.
Nada se diluiu
Nada vazou
Eu adoro, entendem, adoro poder sentir o que você está sentido
Mesmo que me matem, mesmo que machuquem meu coração, mesmo que me desvirtuem, ou que me forcem a ser responsável.
Eu sou uma criatura emocional, incondicional, devotada.
E eu amo, repito, eu amo, amo, amo ser uma menina.
Sempre que vejo esse vídeo do Ricky Martin fico espantada com a diversidade da beleza. A música é ótima, a letra é linda e não tem uma pessoa feia nesse clipe.
E vejam, não estou falando de mulheres secas e rebolantes dos clipes "pornô-soft" que circulam por aí. São pessoas de todos os tipos e todas lindas. Tem negros, brancos, ruivos, carecas, "góticos", e todos os tipos de penteados. Em comum somente o fato de serem lindos.
Eu acho a beleza fundamental. Estou falando de beleza real, nada de seres esquálidos e que não envelhecem. O tempo ensina que o que é realmente belo é o corpo humano em suas variações. Tenho fascinação pelo que é natural, me encanta muito ver como nosso corpo é perfeito, tudo funciona em harmonia e por isso é belo.
Essa música traz ainda, pelo menos pra mim, mais uma grande mensagem: o melhor em mim é você. Somos todos um só. Minha beleza e minha felicidade é interdependente da beleza e da felicidade do outro. Só assim o mundo será melhor.
Bueno, no post anterior disse a vocês que tinha achado uma solução para ajeitar o meu cabelo crespo e ir a uma festa num dia chuvoso, eis o vídeo:
Devo dizer que fiz uma "releitura" kkkk Meu cabelo é mais comprido que o dela, então não fiz o último passo, de virar as pontinhas pra dentro, se não ficaria com maior ninho de cobra!
Fiz tudo na correria então o ponto positivo é que, sim, dá pra fazer em alguns minutos, mas cometi alguns erros que servirão de lição:
1 - Comprei 2 tiaras pretas e 1 dourada: não preciso nem dizer que as pretas "sumiram" no meu cabeção! Dá pra investir numas tiaras douradas e quem sabe até com algum detalhe (flor, strass e etc..).
2 - Os grampos: não escondi direito os grampos (pra não dizer que não escondi!), na foto dá pra vê-los, imagina ao vivo! Mico! Na próxima tenho que prestar mais atenção nisso.
3 - Gel: no vídeos ela não sugere porque tem um cabelo hidratado, o meu como é cheio de fiapos curtos pedindo socorro na frente seria legal ter passado um gel para domá-los.
Essa semana de fato estou muito nostálgica.
Tudo começou com Flashdance na segunda, depois fiquei com vontade e postei fotos antigas no Facebook, na quinta, fiz as unhas e pintei com Gabriela+Rebu o "clássico dos clássicos" no quesito esmaltes, ontem vi na TV "Um Tira da Pesada - 3" e hoje veio a consagração: procurando uma solução para domar meus cabelos cacheados em dia de chuva para ir numa festa importante eis que o Santo Google me joga na cara um vídeo com a Cynthia Rachel, ninguém menos que a "guria do TANG", quem não lembra?!!!
Não era bem esse comercial, mas foi o único que achei. Lembro bem que ver essa guria negra na TV pra mim foi uma libertação!!! Pensa bem: onde reinavam "xuxas" e "angélicas" aparece uma guria que tinha o cabelo crespo como o meu, mais ou menos a mesma idade que eu e era BONITA!!! Numa cabeça de uma guria de 8 anos isso era igual a alguém dizendo na minha cara: "Olha só como tu é bonita assim, bem desse jeito!"
Lembro dela depois no Castelo Rá-Tim-Bum que adorava (adoro), mas com certeza ver a propaganda do TANG foi algo que me marcou!
Obrigada Cynthia Rachel!!!
E o cabelo?
Sim, vou fazer o penteado que ela postou e depois mostro como ficou (tomara que eu consiga é claro ;-)