segunda-feira, 24 de outubro de 2016

36 músicas para 36 anos: #31

Já falei aqui que tenho curtido muito o Rap nacional nesse ano, principalmente porque essa lindeza chamada internet me permitiu sair do circuito "Racionais" e descobrir mil e tantas outras formas de fazer Rap e Hip Hop.

Das descobertas de 2016 as que mais me deixaram felizes são as pretas do Rap: Karol Conká, Tássia Reis e Yzalú tocam sem parar na minha playlist. Que ainda tem as minas brancas que representam bem também: Lurdez da Luz e Flora Mattos, por exemplo.

A música que trago hoje representa muito e eu chorei a primeira vez que ouvi. E não chorei pouco, chorei por gerações! Senti cada estrofe rasgando o peito, e se agora não choro mais ao ouvir é porque entendi que devo ter orgulho.

Um trechinho pra te preparar pro soco no estômago que virá:

Mulher negra não se acostume com termo depreciativo, 
Não é melhor ter cabelo liso, nariz fino; 
Nossos traços faciais são como letras de um documento, 
Que mantém vivo o maior crime de todos os tempos; 
Fique de pé pelos que no mar foram jogados, 
Pelos corpos que nos pelourinhos foram descarnados. 
Não deixe que te façam pensar que o nosso papel na pátria 
É atrair gringo turista interpretando mulata; 
Podem pagar menos pelos os mesmos serviços, 
Atacar nossas religiões, acusar de feitiços; 
Menosprezar a nossa contribuição para cultura brasileira, 
Mas não podem arrancar o orgulho de nossa pele negra;

Acha que tá prontx? Então clica no play:


Bjs empoderados e pretos pra vcs!


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